Experimentando bíquinis

Em 2016 postei minha primeira foto de maiô. Pra mim, naquele momento, foi uma quebra de paradigma. Foi quando eu entendi e senti de verdade que eu era mais do que minha aparência. Passei a me sentir suficiente e digna, mesmo sendo diferente dos feeds da época.

2017 e 2018 foram anos muito potentes nesse sentido. Ali, naquele começo, éramos poucas as que estavam expondo suas dores e vulnerabilidades com relação ao próprio corpo. Mesmo as que mostravam imagens diferentes do que o algoritmo ajuda, algumas falavam em liberdade, outras no medo de não serem aceitas, mas olhar pra nós mesmas pra além do próprio corpo foi um debate que chegou e ficou 🙌🏼. E com isso, falamos na liberdade de estar em PAZ com o corpo que temos a cada fase da nossa vida.

Combatemos a sensação de inadequação e não pertencimento, paramos de nos privar e começamos a experimentar!

E nessas experimentações que fiz, percebi que em INÚMEROS momentos o tamanho das minhas calcinhas de biquíni foram questionadas.

Já ouvi que elas eram grandes porque eu queria me esconder🤦🏻‍♀️, sendo que a verdade é que eu 1) adoro o modelo hot pants. 2) conforto costuma ser minha prioridade. Diziam ser coisa de “velha”, ou que eu deveria me “aceitar” realmente e tal.

Enquanto via novas possibilidades com o meu corpo, o biquíni de lacinho até entrou. Ele é um modelo que dificilmente escolho, seja pela falta de segurança que sinto, seja por não me dar o tal conforto que espero. Gosto de me exercitar, nadar, correr e caminhar, e por mais que o biquíni de lacinho tenha sido o maior a engajar nas redes sociais, isso não me convenceria a trocar definitivamente de modelo preferido.

Depois veio uma polêmica com um biquíni pequeno de faixa neon, foi ali que meu corpo foi mais “atacado” nesses 11 anos. Pessoas davam zoom no meu corpo, comentavam que esse modelo não era para um corpo como meu. Ele estourou a bolha que criamos com o Papo e foi desconfortável. Por mais que estivesse em paz com meu corpo e continue adorando o modelo, minha zona de conforto seguiu sendo biquíni maior.

Até agora…quando tomei coragem e comprei um biquíni na “vibe” asa delta.


Na ausência de uma vida de mergulhos, quis mostrar pra vocês a aquisição que, por sinal, foi super confortável na parte de baixo 🙌🏼.

Me senti eu mesma, adorei o modelo e a segurança! Confesso que a parte de cima poderia ter sido mais larga, mas apesar de um pouco apertada, gostei. Sendo assim, fiquei. Não é para passar recibo invisível de amor próprio, porque tamanho de biquíni não é prova de bom relacionamento com o corpo. Mas achei que valia incluir esse momento por aqui também. Vai que alguém esteja nesse mesmo caminho? 😉

Um beijo!

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